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Melhores do Ano 2025 - Clube do Áudio

5 de março de 2026 – Reviews

Melhores do Ano 2025

Fone de Ouvido Meze Alba.

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Testamos praticamente todos os principais fones deste fabricante romeno, exceto seus fones tipo IEM.

Então estava na hora de corrigir essa lacuna, e decidi pedir para o novo distribuidor da Meze no Brasil nos enviar o ALBA, um fone IEM
com fio, de menos de 160 dólares lá fora, e que recebeu muitos elogios em todos os cantos.

Mesmo sendo um fone de entrada, a qualidade de acabamento e construção do ALBA continua sendo surpreendente, com cuidados de ponta a ponta, como na qualidade do cabo, nas opções de ponteiras em silicone e no adaptador de 3.5 mm para USB tipo C.

A estrutura do corpo do fone utiliza uma liga de zinco com um acabamento branco brilhante perolado, de excelente nível. Em termos de design, o ALBA é muito semelhante ao Meze ADVAR, com o mesmo sistema de ventilação traseira deste modelo.

O estojo achei um pouco apertado - acho que a Meze deveria repensar esse detalhe. Já a ergonomia dos fones, graças ao seu design e leveza, permite um encaixe excelente nos ouvidos.

Segundo o fabricante, o ALBA possui sensibilidade de 109 dB/V, e impedância de 32 ohms, sendo possível seu uso com uma infinidade de celulares e amplificadores de fones.

Utilizei ele ligado ao meu smartphone Samsung, e ao nosso pré de linha Nagra Classic, para fechamento da nota.

O driver dinâmico de 10.8 mm permite uma resposta bastante plana, principalmente na faixa mais crítica entre os 200 Hz e os 4000 Hz, permitindo enorme inteligibilidade e timbres muito naturais para vozes e instrumentos em geral.

É o tipo de fone, na minha opinião, para quem busca realmente ouvir sua música com baixa coloração e sem frequências turbinadas. Li um review em que o revisor não gostou do fone para ouvir hip-hop, pois achou os graves ‘esqueléticos’.

O ALBA realmente não será um fone para os amantes ou viciados em graves capazes de causar trincas no lóbulo frontal do ouvinte. Ele está mais voltado para estilos musicais em que o predominante são instrumentos acústicos e gravações com baixa compressão e equalização.

Para esses gêneros, pode perfeitamente ser a primeira referência de inúmeros leitores que estão buscando seu primeiro fone mais ‘correto’ e equilibrado tonalmente.

Também vi críticas de revisores afirmando que os agudos estão presentes, porém sem “aquele brilho a mais” para deixá-los mais “presentes”. O ALBA também não se sujeita a este tipo de ‘coloração’ para chamar a atenção em um primeiro instante, e depois de meia hora se ornar fatigante e repetitivo.

Ou seja, será um fone que só irá despertar interesse naqueles que já possuem referência de música ao vivo não amplificada, OK?

Com este fone, o ouvinte terá a oportunidade de perceber o acontecimento musical e suas nuances muitas vezes não apresentadas em fones nesta faixa de preço.

Mas não esperem nada impactante sonicamente. Ao contrário, esperem audições imersivas e focadas, se este for o seu desejo ao ouvir sua música através de fones de ouvidos.

Entenderam o recado?

O que me impressionou foi seu silêncio de fundo e sua reprodução de detalhes de texturas, raramente vistas com tanta facilidade em fones abaixo de 200 dólares.

O ouvinte que busca audições em que as paletas de cores, na definição dos timbres, esteja presente de forma explícita irá se deliciar
com esta qualidade do fone ALBA.

Os apaixonados por tempo e variação rítmica, se sentirão absolutamente satisfeitos com a aquisição e seus transientes. Já a macro-dinâmica pode, dependendo do gênero musical, ser de alguma decepção, pois nos fortíssimos, ela irá nos lembrar das limitações neste quesito. Ela está lá, mas sempre de forma mais comedida do que gostaríamos.

Em compensação, sua micro-dinâmica, graças ao seu ótimo silêncio de fundo, será retratada com enorme fidelidade e transparência.

A sensação dos músicos dentro de nosso crânio estará garantida nas excelentes gravações (organicidade). E o conforto auditivo, tão
importante para nosso cérebro achar a audição ‘musical’, é uma das melhores qualidades deste fone.

Conclusão

Quando vejo aquelas intermináveis e calorosas discussões nos fóruns, sobre se fones mais caros realmente tem algo para justificar seu preço, sempre me pergunto o motivo de não se reordenar essa pergunta de uma maneira mais prática e específica, como por exemplo: “o que um fone mais caro deve oferecer para justificar seu preço?” - pois preço não é garantia de melhor performance.

Se muitos destes participantes tivessem a oportunidade, referência auditiva e critério de avaliação, perceberiam facilmente que as diferenças, inúmeras vezes, não estão no óbvio que um fone entrega, para poder ser considerado bom, e sim no grau de refinamento que é possível se extrair atualmente de excelentes fones de ouvidos existentes no mercado.

E um segundo critério importantíssimo: para que gênero musical os fones se destinam?

Pois dependendo do estilo musical, fones de ótima qualidade existentes na faixa de entrada, serão integralmente satisfatórios. Já para estilos musicais mais complexos, estes fones de entrada terão limitações audíveis.

Percebem como essa questão é muito mais delicada? E que na maioria das discussões acaloradas em fóruns, não é levada em
conta?

O ALBA é um ótimo fone para quem pretende gastar pouco e adentrar no segmento de fones que oferecem audições mais ‘corretas’ em termos de equilíbrio tonal, porém essa proposta tem um teto em termos de performance e de estilo musical. Pois se sua praia é hip-hop, thrash metal, funk e música eletrônica, minha sugestão é: procure outras opções!

Agora, para os amantes de vozes, pequenos grupos instrumentais, folk, jazz, clássicos e até blues, este pode ser um fone ideal para iniciar sua jornada em busca de imersões musicais mais consistentes.

Se este é seu objetivo, o ALBA merece ser ouvido com atenção!

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Fone de Ouvido Meze Áudio 105 AER

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Se o 99 Classics é o fone fechado de entrada da Meze, o novo 105 AER é o fone aberto da linha deste fabricante.

Ele fica abaixo do 105 SILVA e do 109 PRO. Agora, não se engane achando que por ser de entrada, haverá restrições em termos de acabamento e performance, pois essa não é a filosofia deste fabricante de fones romeno.

Internamente, o 105 AER tem uma arquitetura muito parecida com o 109 PRO, utilizando também um driver dinâmico de 50 mm, buscando no entanto torná-lo mais acessível e reduzir custos, com a escolha de materiais mais baratos sem comprometer a performance final.

O 105 AER pesa 336g e, em termos de design e arquitetura, é bastante similar ao 105 SILVA e o 109 PRO, com a mesma estrutura de
aço e liga de zinco fundido, e acabamento em revestimento por PVD prateado, para realçar com a estrutura preta.

A faixa de cabeça é autoajustável e revestida de couro macio, e preenchida com espuma larga o suficiente para a distribuição do peso na cabeça e ficar de modo confortável sem pressioná-la demasiadamente, para que as conchas fiquem bem fixadas às orelhas, mas seguro para movimentos e caminhadas.

As almofadas auriculares removíveis usam veludo macio, e são grandes o suficiente para cobrir a orelha.

O fone vem com um cabo OFC de 1.8m terminado em plugues monos duplos de 3,5 mm e um conector também de 3.5 mm. Segundo a Meze, o cabo é reforçado com kevlar, muito flexível e bem fácil de manusear. O usuário, caso deseje realizar upgrades no cabo, pode recorrer a própria Meze que oferece cabos com assinaturas distintas. E, como muitos amplificadores de fone atualmente utilizam cabos balanceados, de 4.4 mm, a Meze possui um adaptador de 3.5mm para os que necessitem de cabo XLR.

Como todo produto deste fabricante, ele vem com uma bolsa de transporte de EVA, o ideal para a manutenção do fone em viagens.

A impedância é de 42 ohms, e a de sensibilidade de 112dB SPL/ mW, o que permite que ele seja ligado até mesmo ao celular. Porém, tenha certeza de que neste caso ele será subutilizado, pois sua performance merece no mínimo um player portátil e um DAC de melhor qualidade do que o de um celular.

Estamos falando de um fone de quase R$ 4 mil, e que pode ser perfeitamente o fone de referência tanto de audiófilos como de melômanos.

Para o teste utilizei o amplificador de fone do Nagra TUBE DAC.

Como uma de minhas referências em fone aberto é justamente o 109 PRO, foi fácil realizar o teste e saber exatamente seus pontos fortes e fracos.

E não me contive de também compará-lo a minha referência em fone fechado, o 99 Classics original.

Me perguntam o que gosto nos fones da Meze, para ter dois exemplares como referência? A resposta é objetiva: não gosto de fones que apertam, que sejam pesados e que passem sensação de fragilidade - e, claro, gosto de performance.

E todos os fones da Meze (testei toda a linha), passam com louvor por esses requisitos.

E o que descobri de mais legal ao ir testando toda a linha: existe uma coerência, ou melhor um ‘DNA sonoro’ perceptível em todos eles.

Seja em um modelo de entrada, como o 99 Classics, como no top de linha Elite Tungsten, os cuidados na escolha de materiais, o acabamento e a sonoridade terão algo em comum.

Acho isso essencial para uma marca criar identidade, e fidelidade com o seu cliente.

E o mais importante: os fones Meze que tenho como referência em suas classes, me atendem perfeitamente tanto no lazer, como no trabalho.

Eu já externei várias vezes neste caderno que não consigo entender a razão de um mesmo fone ter avaliações tão distintas em mídias ditas especializadas. Pegue qualquer fone da Meze testado, em duas ou três mídias, e o leitor irá ficar confuso pois para o avaliador

‘A’ o fone tem grave em excesso, para o avaliador ‘B’ falta grave, e o avaliador ‘C’ pode achar o grave bom, mas apenas para determinados gêneros musicais.

Eu leio esses reviews, principalmente quando acabei de testar aquele fone, e fico me perguntando o grau de referência, conhecimento musical e equipamento utilizado para o teste?

Pois algum desses quesitos certamente está faltando - se não for todos!

O Meze 105 AER não fugiu a essa regra. Li quatro testes, dois acharam um bom grave, um achou que fica a desejar um pouco, e um quarto achou que o médio-grave é mais “evidente” que o grave. Os agudos idem: dois gostaram mas acharam “um pouco suave”, um achou o agudo “morto”, e outro gostou muito pois achou “extenso” e “suave”.

Vou ser chato, mas preciso falar pela centésima vez, amigo leitor: deseja saber a qualidade de um fone na resposta do Equilíbrio Tonal?

Primeiro busque gravações que tenham uma boa resposta, sejam bem captadas e, se possível, apenas com instrumentos acústicos e vozes (não importa se não é o gênero musical que você curtiu, é apenas para avaliação de Equilíbrio Tonal), e coloque no volume mínimo em que todos os instrumentos são audíveis - e faça o teste em um ambiente com ruído externos baixo para não atrapalhar a audição.

No volume mínimo não pode existir picos e vales - “o que é isso, Andrette?”

Em volumes reduzidos, não pode haver frequências que soam mais proeminentes e outras que ficam mais escondidas. Pois as proeminentes são os picos e as escondidas são os vales. Entendeu?

Deixe seu cérebro interpretar. Relaxe, apenas ouça.

Como é o grau de inteligibilidade de todos os instrumentos?

Você necessita fazer algum esforço para acompanhar cada um deles?

Ou você precisa levantar o volume para que os graves apareçam?

Se isso ocorrer, esqueça meu amigo - pois nos graves o fone tem um vale que pode ser de mais de 3dB em relação à região média.

Ou o que ocorre é que em volume baixo, os graves aparecem mais que os médio-altos e os agudos. O mesmo problema, só que agora
em outro ponto da frequência de resposta. Ficou claro?

Então, o que eu faço quando recebo um fone, e já li que existem contradições nas conclusões sobre aquele produto? Esse é o primeiro
teste que farei, depois de ter certeza de que o fone está 100% amaciado.

Sim! Fones também necessitam de burn-in! Não longos como caixas acústicas obviamente, mas pelo menos 24 horas eu os deixo tocando e vou tratar da vida.

E depois de amaciado, utilizo gravações feitas por mim para a nossa gravadora, ou de queridos amigos que acompanhei o processo de gravação, mixagem e masterização. Porque também são exemplos de referência confiáveis, pois em todo o processo não sofreram equalização ou compressão (se você quiser entender o malefício de compressão, leia o Editorial da Audiofone deste mês).

E posso garantir que no 105 AER não falta grave, nem médio e muito menos agudo! E seu Equilíbrio Tonal é tão bom, que você poderá
curtir suas gravações sempre em volumes seguros.

Isso é o que esperamos (ou deveríamos esperar de qualquer fone hi-end). E o 105 AER entrega.

Para um fone de topologia aberta, seu Equilíbrio Tonal é bastante similar ao do 109 PRO, que praticamente custa o dobro.

As texturas também são muito similares ao 109, diferenciando apenas em termos de intencionalidade - que no modelo acima, é mais
‘explícita’.

Já os transientes, não consegui ver diferença alguma, o que mostra que o drive do 105 AER é bem similar ao do 109 PRO. Para os amantes deste quesito, o fato de ter uma opção pela metade do preço é uma excelente notícia.

A micro-dinâmica também é muito parecida entre os dois modelos - e já a macro-dinâmica no 109 é audivelmente superior.

Isso significa que seja limitada no 105 AER? Não, a diferença está nos degraus mais audíveis no 109 entre o pianíssimo e o fortíssimo.

No entanto, nada que desabone, desde que você não tenha o 109 lado a lado para comparar este quesito.

Lembre-se do velho ditado: “o ótimo é inimigo do bom”. Se não tem o ótimo, o bom vai muito bem! Não é verdade?

A materialização física dentro do cérebro, do acontecimento musical, é excelente, assim como no 109 PRO.

E em termos de conforto auditivo (musicalidade), o 105 AER possui a mesma assinatura sônica de todo fone Meze: é um deleite em boas gravações, permitindo profundas imersões auditivas.

Conclusão

Da nova linha deste fabricante, está faltando agora testar o novo 99 Classics Gen2, e o 105 SILVA (que custa 100 dólares lá fora a mais
que este, e ainda não pesquisei quais são as diferenças entre os dois modelos).

O 105 AER é um belo fone e uma opção consistente para quem deseja, na faixa de 4 mil reais, uma referência em sua categoria de
opções abertas.

É muito bem-acabado, construção sólida e performance digna de fones hi-end de ponta.

Se você está pedindo de Natal seu fone definitivo, é hora de colocar esse na lista de presentes!

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Fone de Ouvido Meze Áudio Liric 2

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Quais os riscos de se testar uma ‘evolução’ de um produto já consagrado?

Essa é uma pergunta capciosa, pois vai depender muito do nível do produto, e de quem está por trás da mudança.

Pois muitas vezes as mudanças são apenas ‘mais do mesmo’, para manter o produto em evidência ou não perder espaço para a concorrência, ou apenas por ser política da empresa fazer lançamentos anuais.

Produtos ‘consumer’ tecnológicos de larga escala, são quase que obrigados a manter essa estratégia de marketing para não serem engolidos pela concorrência.

Diria que este não seria o caso, à princípio, de um fone desse conceituado fabricante Romeno, que tem nos últimos anos surpreendido o mercado com produtos surpreendentes em termos de performance.

No entanto, tenho que confessar que ao receber o novo Liric 2 para avaliação, essa pergunta me veio à mente, já que quando testei o Liric original, já o achei impressionante em termos de projeto de fone fechado.

Sugiro que todos leiam o teste do Liric original (clique aqui) e vejam o quanto ele se saiu bem em todos os quesitos da Metodologia.

Afinal, trata-se do fone fechado top de linha da Meze, e certamente o objetivo inicial deste fone foi mostrar ao mercado que o lançamento do 99 Classics, não era o ápice que poderiam oferecer aos consumidores que amam essa topologia.

E deixei claro que a diferença em termos de performance do 99 Classics para o Liric, era consistentemente gigantesca!

Então, a pergunta que ficou ressoando em minha mente, foi: “que diabos poderia ser melhorado em algo já tão bom?”

Bem, vamos às respostas!

A primeira boa notícia: o preço não foi alterado em relação ao modelo anterior.

E isso é uma excelente notícia, você não acha?

O mercado parece que não aposta muito em fones isodinâmicos fechados de nível hi-end, onde a predominância (e parece que a preferência do consumidor), é pelas opções abertas.

Segundo o fabricante, as alterações foram bem pontuais, visando melhorar questões que eles achavam que poderiam ser aprimoradas, sem perder o desempenho alcançado.

O driver híbrido isodinâmico MZ4 original foi mantido, porém com uma área ativa de 3507 mm2 , que no modelo original era de 4650 mm2, o que deixou o driver mais leve, e mudança do polímero reforçado no lugar do ABS fibra de vidro, para a carcaça.

Uma nova máscara ressonadora de um quarto de comprimento de onda, com uma atenuação das frequências acima de 7 kHz, muito
suave em comparação ao Liric original, que resultou (segundo o fabricante) em uma passagem mais suave dos médios altos para os
agudos.

A máscara continua sendo fabricada com estrutura de metal, para cobrir estrategicamente aberturas do driver, com seu formato de
cunha fixado ao centro do driver.

E a outra mudança significativa foi nas almofadas destacáveis, que são semelhantes agora aos modelos mais caros Empyrean 2 e Elite, presas através de um sistema magnético e não mais velcro como no modelo original.

Visualmente, a mudança mais significativa são as novas placas de madeira nos copos com acabamento preto fosco e magnésio, deixando (na minha opinião) o fone ainda mais bonito e atemporal.

A madeira utilizada é o ébano macassar, com seu famoso veio de tonalidades predominantes para o escuro - sendo que cada novo Liric 2 terá um acabamento único distinto.

Ainda que os drivers sejam menores, o peso final é 36 gramas a mais que o original, segundo o fabricante devido ao novo desenho da
QWRM - Quarter Wave Resonator Mask.

Em termos de conforto, o novo Liric 2 é tão agradável quanto o modelo original.

O encaixe na cabeça é perfeito e o isolamento do ambiente externo, tão bom quanto no primeiro.

Mesmo pesando mais de 40 gramas, o equilíbrio de pressão vertical da faixa na cabeça, e seu ajuste preciso e seguro, atenuam esse peso de maneira eficaz.

Para minha grande surpresa, ao abrir a embalagem e ver os novos cabos que o fabricante envia com o produto, deparei-me com o cabo trançado da Furukawa PCUHD com plugue balanceado de 4.4mm.

E também um cabo TPE de 3m de fio de cobre original, com terminação de 3.5mm para quem quiser ouvir o Liric 2 em seu smartphone.

O cabo Furukawa utiliza condutores de 0.04mm por 140mm em uma trança contínua de 8 e 4 fios dentro de uma capa de TPD, sendo
um cabo leve com o qual o usuário precisará ter um enorme cuidado no seu manuseio.

Mas já adiando: se você desejar extrair o máximo em performance, esqueça o outro cabo!

A embalagem continua sendo impecável, com uma caixa preta de excelente qualidade e o famoso estojo interno com espumas nos pontos certos, para a proteção do fone.

Para o teste utilizei o Ferrum Audio Oor (clique aqui), e o nosso pré de linha Nagra Classic.

Como no teste do Liric original, deixamos o fone em queima por 30 horas, antes de iniciarmos os testes. Claro que, para saber se as 30 horas de amaciamento seriam suficientes, fizemos uma primeira audição com nossas gravações da Cavi Records, e anotamos o que observamos em termos de equilíbrio tonal.

Posso garantir que o comprador deste fone, poderá desfrutar de toda sua beleza desde o primeiro instante, pois o que falta antes do
amaciamento, não o impedirá de ouvir e constatar que fez uma excelente aquisição!

Também utilizamos no teste os mesmos discos citados no teste do Liric original: Cécile McLorin Salvant - Woman Child, Vinnie Colaiuta - Descent Into Madness, e o Miles Davis - What It Is: Montreal 77/83.

Além de todas as faixas para fechar a nota de cada quesito de nossa Metodologia.

E para não ter distorção nas observações, a audição para o fechamento das notas foi toda feita no pré de linha Nagra Classic, como foi no do Liric original.

O quanto o Liric 2 evoluiu?

Diria que o suficiente para fazerem sentido as mudanças. Porém não o suficiente, na minha opinião, para valer para quem possui o modelo original e está satisfeito com sua performance.

Parece uma resposta de quem está em cima do muro - mas acredite, não é!

Vamos às melhorias: em termos de ergonomia e encaixe na cabeça, eles são bastante semelhantes, mas achei a nova versão mais segura em termos de movimentos com a cabeça, e consegui ouvir por mais tempo sem me incomodar com seu peso. Isso para mim é um ponto importante, já que minhas audições com fones nunca ultrapassam duas horas, justamente pelo incômodo que sinto.

Também achei que as novas espumas de couro são mais’ respiráveis’, incomodando menos com temperaturas ambiente mais elevadas (acima de 23 graus). Em termos de performance, posso dizer que o novo Liric 2 é mais neutro que o original. Isso ficou patente, ao repassar todas as faixas e os discos utilizados no primeiro teste.

Li que alguns revisores acharam que a região médio-grave está mais presente no novo modelo - e eu acho que não é que se tenha dado ênfase a alguma frequência, e sim que se tenha deixado todo o espectro auditivo mais equilibrado, trazendo à tona uma reprodução mais fidedigna da qualidade das gravações.

Deixando-o muito mais próximo do Elite, por exemplo.

Isso achei que foi uma mudança extremamente acertada, pois prefiro sempre fones mais neutros, do que os transparentes e os eufônicos.

Para você leitor entender essa mudança, posso dizer que com certeza usaria o Liric 2 como um fone monitor em minhas futuras gravações, e o original não!

Entende o nível da mudança em termos de equilíbrio tonal?

Mas foi realmente pontual, e não algo que mudou drasticamente sua assinatura sônica.

Com isso, as texturas ficaram ainda mais refinadas e as intenções mais inteligíveis do que no modelo anterior, no qual já eram excelentes.

Lembre-se que o modelo original recebeu 96 pontos, tornando-se um dos fones mais bem avaliados nos últimos três anos!

E quando estamos no topo da pirâmide em termos de performance, cada degrau é uma sutil, mas determinante melhoria.

Neste nível, sempre estamos falando de lapidação e não de transformações substanciais.

Os transientes são do mesmo nível que o modelo anterior, porém a dinâmica, principalmente a macro, parece audivelmente ter ganho uma maior folga - permitindo que tenhamos uma unha a mais de flexibilidade no volume seguro auditivamente, que no primeiro Liric.

Observei isso com clareza no disco do Miles Davis, que não é nenhuma referência em termos de qualidade técnica, e no do Vinnie Colaiuta.

A macrodinâmica realmente ganhou em folga!

E a sensação de materialização física na nossa mente se tornou um pouco mais presente também.

Junte essas melhorias sutis no conjunto total e, claro, será um fone ainda mais prazeroso e convidativo que já foi a primeira versão.

Conclusão

A Meze foi muito feliz nas suas melhorias, pois conseguiu melhorar exatamente no que era possível, sem alterar a assinatura sônica tão excelente que conseguiu para o seu fone isodinâmico fechado top de linha.

Tanto que ele passa a ser nossa Referência de fone fechado!

Se você precisa de um fone fechado hi-end de nível Superlativo, para ter algumas horas de paz sem incomodar as pessoas à sua volta,
e o Liric 2 se encaixa em seu orçamento, meu amigo, sua procura terminou.

É uma opção inteligente, confortável e o investimento final, para quem deseja o seu fone de referência definitivo!

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Cápsula Rega ND7 Moving Magnet

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Um dos dilemas do audiófilo em ascensão, é se ele quer algo que soe quente, eufônico, com graves cheios, corpos harmônicos generosos, e baixa fadiga - ou se ele quer ouvir o ‘super-detalhe’ das roupas do regente da orquestra roçando no corpo (algo que nem o primeiro violinista consegue ouvir), ou quer saber do processo digestivo do percussionista, ou mesmo quer saber quantas espinhas a cantora oriental de jazz está escondendo embaixo do pó compacto…

Acreditem, eu já vi (ouvi?) de tudo nesse mundo audiófilo. E o fluxograma de vida de muitos é, geralmente, de se deslumbrar com a
quantidade de detalhamento absurdamente escancarado (que eles erroneamente chamam de ‘definição’), cair em um sistema onde ele quer ‘enxergar’ (ouvir?) até a árvore genealógica da criação de cabritos do bisavô do pianista e, depois de não muito tempo, vai descobrir o quanto aquele som analítico pacas é simplesmente fatigante e irreal ao extremo!

Ou vai descobrir - em uma tremenda evolução em matéria de percepção sonora e compreensão musical - que o hiperanalítico é algo
que soa artificial e falso comparado com o som real dos instrumentos, ou seja, com a música de verdade.

Esse tipo de analítico exacerbado tão adorado por tantos ‘perdidos’ do hobby, sempre vai me lembrar quando saíram as primeiras TVs LED, e na loja havia uma dúzia delas, todas ligadas em alguma partida de futebol, onde a cor do gramado era um verde ‘radioativo’ que não só não existe na natureza, como faz muita bala e chiclete do mercado parecerem produtos tão naturais quanto arroz integral.

E para que, você deve estar pensando, é toda essa introdução?

É para fazer a seguinte pergunta: Você quer uma cápsula que vai te mostrar um super-detalhamento, correndo o risco de soar artificial e fria? Ou quer uma cápsula que vai soar quente e cheia - mas com bom detalhamento e arejamento - e permitindo a apreciação profunda de uma série de LPs cuja música você gosta, mas que até agora, soavam magros e irritantes?

Eu sei a resposta que eu daria à mim mesmo - e é: a Cápsula Eufônica, claro!

Minhas conversas com audiófilos de orçamento limitado, ao longo dos anos, sempre me deixou com a ideia de que a busca do Equilíbrio entre o Eufônico e o Analítico - a tão afamada Neutralidade Tonal - é para quem está disposto ($) a montar sistemas de altíssimo nível, onde até o parafuso da tampa faz diferença na sonoridade final, para não dizer acessórios, elétrica dedicada, acústica, etc e tal. E a razão disso é porque, em sistemas mais simples, para muita gente a busca desse detalhamento traz frieza e fadiga, e a busca eufonia traz perda de definição… O velho cobertor curto, que cobre a cabeça e descobre os pés…

Mas, não tema! A solução, pelo menos em matéria de cápsula, já chegou: Rega Nd7!

A Rega é um velho conhecido fabricante de toca-discos e cápsulas - e um pouco menos conhecido fabricante de amplificadores, prés de phono, CDs, DACs e caixas acústicas. Seus toca-discos são resistentes, seus braços são bem projetados, e muitos de seus modelos, como o RP1, são difíceis de bater pelo preço. E olha que eu já tive vários modelos da marca, e também todas as cápsulas de sua linha Moving Magnet.

Mas, agora, a Rega acertou o alvo de uma maneira incrível com a linha Nd - as primeiras cápsulas MM a usarem magneto de Neodímio,
que é muito eficiente sendo compacto e leve, e é um material que está começando a ser usado com sucesso até em falantes de caixas acústicas de alta performance.

Imagine, em uma cápsula onde o magneto é móvel, a vantagem que se obtém tecnicamente com o uso desse magneto menor, com muito menos massa e bem mais poderoso! E, com esse poder maior, a Rega pôde miniaturizar mais as bobinas. Ou seja, uma bola dentro não importa de onde você estiver chutando.

A Nd7 é a topo dessa linha (que também inclui a Nd3 e a Nd5, para todo tipo de poder aquisitivo), trazendo um cantilever de alumínio
bem decente, com um diamante perfil Fine Line (montada de maneira ‘nude’, ou seja, com o diamante sendo uma peça inteiriça) que é o mesmo usado nas cápsulas MC de linha alta da empresa. Isso é uma tendência normal, na verdade, em cápsulas MM de alta performance, onde se descobriu ser muito interessante ter a sonoridade quente e cheia, e a saída alta das MM (e consequentemente alta compatibilidade com prés de phono mais simples), e ao mesmo tempo ganhar uma enormidade de definição e detalhamento com o uso de uma agulha especial.

Como acontecia com a linha MM anterior da Rega, as agulhas não são desencaixáveis - não são substituíveis pelo usuário - por motivos de rigidez e, consequentemente, performance. Então esse serviço tem que ser feito pela própria Rega, em um esquema de troca por uma cápsula igual nova, diretamente com a empresa, com condições financeiras facilitadas (para tal, consulte o importador oficial da marca).

A Nd7 é, na minha opinião, a cápsula MM que conseguiu o melhor resultado que já ouvi neste meio das MM especiais. E o que eu chamo de ‘melhor’? Calor, corpo, eufonia, com ótimo detalhamento e limpeza. Um compromisso que é, para mim, o melhor possível, pois nos dá, entre outras coisas, altíssima compatibilidade com discos cuja gravação ou prensagem não é das melhores - e todos temos gravações desse tipo cuja música amamos!

Ouvi, com a Nd7, muitos discos desse tipo com um prazer musical que praticamente nunca tive com eles.

Setup & Regulagem

A cápsula Rega Nd7 foi testada com os seguintes equipamentos. Toca-discos MoFi StudioDeck e Technics SL-Q303. Amplificadores integrados Gold Note IS-1000 MkII (com pré de phono) e Aiyima D03. Pré de phono Lehmann Black Cube II. Caixas acústicas MoFi SourcePoint 8 e Elac Debut 2.0 F5.2. Os cabos de caixa foram VR Cables Trançado e Sunrise Lab, os de interconexão foram de marcas variadas, e o de força foi o Transparent PowerLink MM.

Por causa da agulha ser um perfil avançado e complexo - típico de cápsulas Moving Coil até 7 ou 8 vezes mais caras - a Nd7 precisa que o braço tenha regulagem de VTA para dar sua performance correta, o que não é difícil de se achar em braços de toca-discos de entrada e intermediários das últimas décadas.

E, claro, os toca-discos da própria Rega já têm seu braço na altura certa para toda a linha de cápsulas Nd, já que foram projetadas para tal - inclusive com o esquema de três parafusos que, nos braços da marca, já garante o alinhamento correto. Então, em um toca-discos
Rega, basta instalar a cápsula, prender com os três parafusos, e regular o peso para 1.75g (assim como usar o mesmo valor no ajuste de anti-skating).

Com toca-discos de outras marcas, a compatibilidade também é plena - assim como com qualquer pré de phono tipo MM. Porém, os
cuidados com o alinhamento dela, assim como com a precisão de todas as regulagens, incluindo VTA, são absolutamente necessários - como se a cápsula fosse uma MC de nível médio para cima!

Como Toca

Em poucas palavras? Apaixonante! Porque você não quer largar nunca, ouvindo um disco após o outro, para perceber coisas que você não havia percebido naquelas gravações que você mantém porque gosta da música. Gravações que agora pode ouvir com prazer e sem fadiga, como por exemplo os LPs prensagem nacional do selo GRP, que soavam magros, sem grave e com agudos irritantes - agora, com a Nd7, não mais.

Equilíbrio Tonal – A Nd7 tem um equilíbrio correto, que não só não dá espaço para ‘procurar’ problemas, como felizmente traz o extra de ter um belíssimo grave grande e cheio, bem recortado, sem sujeira ou embolamento. Aí a pergunta que fica seria se esse grave todo não atrapalharia os agudos, ou se os mesmos não teriam que ser pronunciados para poder contrabalançar esses graves - e a resposta é que a limpeza da apresentação, do palco, é tamanha, e a limpeza desses graves tão bem concebida, que não só não há um agudo pronunciado necessário, como o mesmo é extremamente orgânico, não deixando que nada o endureça ou soe artificial. Ponto para a engenharia da Rega!

Soundstage – Limpo, separado, largo, profundo e arejado - mais do que a maioria das cápsulas nessa faixa de preço (e até acima). Porém, aqui, o ‘profundo’ pode melindrar aqueles que erroneamente acreditam que o acontecimento musical deve estar acontecendo no espaço entre as caixas e o ouvinte - e é preciso compreender que isso chama- -se ‘frontalidade’, e a Nd7 não dá nada, nunca, de frontalidade! Ela não é, por isso mesmo, a última palavra em matéria de materialização, corpo, no médio-agudo e agudos, mas para sua faixa de preço está tão boa essa materialização que, nos exemplos mais críticos, que são as gravações de orquestra, não senti nada que denegrisse a experiência.

Texturas – Esse é um dos quesitos que separa ‘os meninos doshomens’ - e aqui elas estão de acordo com seu nível e tipo de cápsula, portanto nada de errado nem com as intencionalidades e nem com a própria textura dos instrumentos, mostrando a qualidade deles com suficiente clareza.

Transientes – Sensação de ritmo e pegada? Ótima! E nunca você fica com sensação de lerdeza geral, falta de vivacidade, ou descaso no som de metais e percussões, por exemplo, no andamento dos ritmos.

Dinâmica – Em alguns momentos, tomei alguns sustos de macrodinâmica com a Nd7, que até provocaram algumas risadas solitárias,
aqui na minha sala de audição. Isso combinou de maneira bem interessante com o fato de eu ter digitalizado alguns discos meus que não têm toda aquela qualidade sonora, e quando fui editar as faixas percebi que a real variação dinâmica provida pela Nd7 é enorme! O que estava em mais baixo volume, estava quase imperceptível na representação gráfica da onda, mas perfeitamente audível e detalhado.

E o que estava em maior volume era bastante visceral, realmente alto, e perfeitamente discernível. Ou seja, esse grave e essa visceralidade, não encobrem detalhes - a microdinâmica é de primeira!

Corpo Harmônico – Aqui está o maior e melhor responsável por fazer da Nd7 uma cápsula magnífica para quem gosta de ‘capa de
gordura no presunto do seu sanduíche’...rs! O corpo harmônico dos graves e médio-graves dessa cápsula é ‘comida da vovó’ e não algo que seria recomendado pela nutricionista. Se os agudos tivessem esse mesmo nível de corpo dos graves, essa cápsula seria páreo duro para a maioria esmagadora das MC de entrada que eu já ouvi na vida.

A Nd7 permite você ouvir discos de rock/pop da década de 80, e ainda apertar as bochechinhas redondinhas bonitinhas da cantora!
Organicidade – A eufonia e esse corpo da Nd7 permitem uma tremenda conexão sua com a música, mas ainda não é algo que lhe faz
ser o ‘quinto Beatle’ - a não ser, talvez, se pusermos ela para tocar em um toca-discos de 105 pontos, em um sistema de 110 pontos…

Porém, aí, limitações dela apareceriam. Mas eu diria para você, que do jeito que está, ela me fez ouvir muitos LPs como nunca ouvi…
Musicalidade – Dá para ver que suas notas são muito equilibradas e, portanto, sua musicalidade é, igualmente, exemplar.

Conclusão

Já teve a sensação de que, na audição de seus discos de vinil queridos (especialmente gravações que não são as mais ‘audiófilas’) em
sistemas audiófilos de entrada, falta peso nos graves e tamanho nos instrumentos? Falta-lhe essa gordura, ou você até consegue um pouco dela com vários artifícios, mas sempre com embolamento do som e perda de detalhes, perda de definição?

Nada tema! Com a Rega Nd7 não há esse problema! rs!

Essa é a cápsula para você! Tanto para praticamente qualquer toca-discos Rega, como para qualquer toca-discos decente, com bom braço, com ajuste de peso, anti-skating, alinhamento e VTA.

O resultado? Música quente, grande, luxuriante e cheia - e ao mesmo tempo limpa e detalhada, arejada - trazendo para muitos sistemas e toca-discos, o melhor tempero de dois mundos: o da definição e resolução de uma cápsula Moving Coil, com o melhor calor, peso e tamanho que eu já ouvi em uma Moving Magnet (além da alta compatibilidade desta última com prés de phono tanto externos quanto integrados em amplificadores, receivers, prés de linha e caixas ativas modernas).

Outra vantagem é que o preço da Rega Nd7 está, hoje, altamente competitivo e vantajoso, pois a mesma é importada direto do Reino
Unido, não estando sujeita à crise de tarifas, atualmente tão em voga.

O que eu passei neste último mês ouvindo prensagens de jazz da década de 80, de rock e pop de várias estirpes das décadas de 60, 70 e 80, e mais até alguns LPs de música clássica não muito bem registrados - especialmente em vinis nacionais - não está no gibi!

Não só é a ‘Melhor Compra’, com certeza, como é minha referência atual para esse tipo e nível de cápsula - e, sim, muito disso é porque seu Equilíbrio Tonal é o que eu procuro.

Se você procura também especificamente essas características sonoras, nesse nível de cápsula, acho que a Rega Nd7 lhe dará muito
prazer de ouvir.

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Cápsula Dynavector TE Kaitora Rua

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Que o Japão oferece ao mundo audiófilo excelentes cápsulas MM e MC, isso não é nenhuma novidade.

E se as novas gerações olham para sistemas analógicos com um misto de incredulidade e reverência, muito se deve ao fato dos fabricantes de cápsulas hi-end do Japão, terem heroicamente sobrevivido aos anos de ouro do CD-Player.

E a Dynavector é um expoente que não se abalou pelas fracas vendas do final do século 20 até toda a primeira década do século 21, mantendo seu portfólio atualizado e lançando apenas versões pontuais de seus carros chefes, do final do começo dos anos 80.

Quando me perguntam o que mais admiro nas cápsulas da Dynavector, o que me vem imediatamente é seu grau de coerência e consistência de toda sua linha de cápsulas MC.

Seu fundador, professor de Magnetismo na Universidade de Tóquio por várias décadas, o Dr Tominari, sempre foi um desbravador
de novos caminhos e para ele, desde sua primeira cápsula, seu objetivo foi aprimorar a capacidade de rastreio dos sulcos do disco e a
resposta de fase.

Pois sem essas qualidades, não se pode alcançar com precisão outros dois objetivos: ritmo e tempo.

E esse conceito você ouvirá em todos os produtos deste fabricante.

Diferenciados apenas pelo grau de requinte final e nunca pela ausência de alguns desses conceitos estabelecidos pelo Dr. Tominari.

Outro diferencial a ser levado em conta por audiófilos experientes, é o fato de a Dynavector ter vários de seus produtos em linha sem
nenhuma mudança por períodos longos (alguns com até uma década de mercado).

E aí fica a seguinte questão, para os que tiverem o interesse em escutar essas cápsulas: elas já foram ultrapassadas pela concorrência, ou quando colocadas no mercado eram tão superiores que ainda hoje continuam sendo uma referência em sua faixa de preço?

Essa resposta eu irei passar a vocês em dois testes. Primeiro avaliando a Te Kaitora Rua, que recebeu seus primeiros testes entre 2010 e 2011 - o que a coloca em linha sem alteração por mais de uma década!

E ainda em uma das edições do primeiro semestre, o teste da top de linha, a DRT XV-1t, também sem alterações a mais de uma década.

O desenvolvimento e o nome da Te Kaitora Rua são um caso à parte na linha das cápsulas da Dynavector, pois ela foi solicitada pelo revendedor da Nova Zelândia ao fabricante japonês. “Te Kaitora” significa “O Descobridor”, na língua do povo Maori, e “Rua” significa revisitado ou segundo.

A Dynavector topou e incluiu nesse modelo um amortecedor magnético só utilizado nas suas duas melhores cápsulas: DRT XV-1s e DRT XV-1t. Além de bobinas ultrafinas de prata de alta pureza.

Ao ouvir o projeto original da Te Kaitora, o importador da Nova Zelândia pediu uma alteração: substituir a bobina de prata por cobre
PCOCC, para suavizar os agudos, e com um corpo de titânio para uma máxima rigidez, em vez do corpo de alumínio original com a bobina de prata.

No resto, o projeto se manteve fiel ao original, com cantilever de boro de 6 mm de comprimento, com a agulha de linha Pathfinder - como a também usada na XV-1s e na XX-2. Completam ímãs de alnico e a engenhosa armadura em formato quadrado, para melhorar a linearidade do fluxo magnético.

Como toda Dynavector, sua instalação é para homens experientes e com nervos de aço. Pois encarar aquela agulha desnuda enquanto se coloca os parafusos e a encaixa no braço, é para mim - hoje aos 67 anos - como levar nas mãos com os olhos vendados carregando nitroglicerina em um desfiladeiro.

Sabendo de minhas limitações, deixei o trabalho para o competente André Maltese, como sempre!

Ela foi instalada no nosso braço Origin Live Enterprise C Mk4, e usando o pré de phono Soulnote E-2. O resto do sistema, além do nosso de Referência, teve também os integrados Norma Revo 140 e Soulnote A-3. As caixas foram Estelon X Diamond Mk2, Stenheim
Alumine Five SE (leia teste na edição de maio), Audiovector Trapeze Reimagined (clique aqui), e Perlisten S7t Limited Edition (clique aqui).

Se tem algo que sempre torço, é que a cápsula permita escutá-la desde o primeiro momento, e que seu amaciamento não seja longo
demais. Parece que os deuses da audiofilia (se é que existem), foram condescendentes e nos deixaram apreciá-la assim que o Maltese acabou o ajuste.

Essa é a primeira boa notícia. A segunda é que seu tempo de amaciamento foi menor que as 50 horas que imaginei que seria necessário. Com 38 horas, o equilíbrio tonal se encaixou de maneira uniforme, e com 45 horas não notei mais nenhuma mudança.

Permitindo até fazermos o ajuste definitivo de impedância no pré da Soulnote, que ficou em 300 ohms.

Impressionante como uma cápsula com mais de uma década no mercado está tão atualizada e correta. É simplesmente admirável, meu amigo, e aqui está a resposta da questão que levantei acima.

As Dynavector em linha continuam a nos surpreender com seu nível de performance.

Seu equilíbrio tonal é muito correto. Graves com excelente energia, peso, fundação e velocidade. A região média tem uma precisão que nos permite destrinchar todo o tecido musical sem esforço, e os agudos ótima extensão com decaimento suave.

Soundstage de cápsulas Estado da Arte têm uma imagem 3D encantadora. São planos e mais planos, com profundidade, largura e
altura. Foco, recorte e apresentação de ambiência de nos fazer mergulhar no acontecimento musical.

As texturas vão muito além do trivial e do esperado de uma excelente cápsula. Pois seu grau na apresentação de intencionalidades é
muito revelador e impactante!

Imagine você poder compreender a razão do solista ter dado aquela semitonada proposital para fazer a passagem complexa de alturas das notas ficar mais suave, e que em outras cápsulas ‘esforçadas’ essa passagem parece um deslize ou erro, e não algo intencional para resolver da melhor forma aquele desafio.

A Te Kaitora Rua é desse nível na apresentação de texturas, meu amigo!

Os transientes desde sempre foram uma das principais virtudes de qualquer Dynavector - tanto que meu pai brincava: “Quer ver um amplificador valvulado vintage ‘acordar’? Instala uma Dynavector!”.

E ele usou essa solução dezenas de vezes!

Ritmo, tempo, alteração de andamento, jamais soarão displicentes ou sem graça. E a Te Kaitora Rua faz a lição de casa com maestria.

O mesmo com macro e microdinâmica - nada a fará dobrar as pernas, ela entrega exatamente como recebeu o sinal. Se der algum problema, tenha certeza de que o problema está na eletrônica. Pois sua leitura dos sulcos é de uma integridade absoluta.

E as micro-variações também são uma das maiores características de todos os modelos deste fabricante.

Dizem que a versão japonesa da Te Kaitora com fios de prata, soavam mais magras e tinham mais extensão nos agudos. Mas como eu
nunca ouvi, não posso afirmar. A versão com a mão do distribuidor da Nova Zelândia, não soa magra em nenhuma hipótese.

O corpo harmônico é de uma fidelidade impressionante.

Quer fazer a prova dos nove? Coloque um órgão de tubo ou o quarto movimento da Nona Sinfonia de Beethoven quando entra o coral.

E você terá a medida exata do corpo harmônico soando à sua frente.

O mesmo em relação ao quesito Organicidade - se queres fazer audições em que todos se materializam na sua sala, ouça os LPs do Frank Sinatra do começo de carreira, lançados pela Capitol, ou os da Verve da Ella & Armstrong. Esses são exemplos máximos para você mostrar aos amigos céticos a razão de um sistema analógico bem ajustado deixar em choque os que nunca ouviram essa topologia na vida. Eu já fiz essa ‘maldade’ com amigos dos meus filhos, e vizinhos.

Conclusão

Eu tenho que confessar que não esperava que uma cápsula com mais de uma década desde seu lançamento, estivesse ainda hoje em
tão alto nível de performance, por mais que conheça e tenha indicado para inúmeros leitores cápsulas desse fabricante ao longo dos 29 anos da revista.

Sempre admirei a marca e sempre achei sua relação custo/performance muito alta.

Porém ouvir na nossa sala, em nosso Sistema de Referência, a terceira cápsula mais refinada da Dynavector, foi realmente uma sonora
surpresa!

Se você busca uma cápsula definitiva com as qualidades aqui descritas, ela é uma forte candidata a conquistar seu coração.

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Cápsula Dynavector DRT XV-1T

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O universo hi-end tem uma característica bastante peculiar, pois ao mesmo tempo que possui uma dinâmica intensa, por outro lado tem uma tendência a cultuar topologias que se mostraram convincentes e sedutoras por décadas.

Enquanto a América do Norte e Europa são movidos por um mercado frenético de novos lançamentos anuais, a Ásia - principalmente
o Japão - convive em harmonia tanto com o novo vindo de todos os continentes, quanto com os seus produtos quase que artesanais.

E a Dynavector faz parte desta ‘dinastia’ japonesa, graças ao talento e visão de seu fundador Dr Noboru Tominari, professor de engenharia na Universidade Estadual de Tóquio, amante da música clássica, que resolveu fundar sua empresa Dynavector em 1975.

Foi ele que desenvolveu a primeira Moving Coil de saída alta que podia ser ligada em uma entrada phono MM (Moving Magnet), que eram o padrão de todos os receivers e integrados da época.

Rapidamente a 10x se tornou famosa, e foi parar na Inglaterra, onde se tornou uma referência para inúmeros audiófilos e melômanos.

Hoje muitos audiófilos conhecem a marca pelo modelo de entrada, a 10x5, de saída alta.

Eu tive essa cápsula no meu Thorens 165 com braço SME 3009, em substituição à minha Stanton 500, e como sempre brinco: foi o “massacre da serra elétrica”!

O Dr Tominari faleceu em 2002, mas antes de seu falecimento criou, em 1999, a sua famosa cápsula XV-1, e a XV-1S com cantilever de
diamante e com um gerador revolucionário.

Eu diria que a XV-1 e a XV-1S foram objeto de desejo de todos os audiófilos que tinham um setup analógico final na virada do século.

A DRT XV-1T chegou ao mercado no final de 2009, e foram vendidas até o ano passado quase 32 mil unidades!

Um número impressionante para uma cápsula hi-end que está no mercado há mais de uma década!

E aí vem uma questão à mente: como uma cápsula sem alterações em um mercado tão acirrado, se mantém viva e competitiva por tantos anos?

Para isso acontecer, só consigo imaginar uma resposta: ela estava anos à frente de todas as outras cápsulas, para ainda hoje se manter viva. Ou, os sistemas analógicos da segunda década deste século, não conseguiram extrair todo o seu potencial.

Em 1999, o Dr Tominari lançou a topologia exclusiva que incluía 8 imãs de Alnico, culatras frontais magneticamente estáveis e uma armadura frontal quadrada dentro de uma elevação em forma de ‘V’.

Com uma topologia batizada de “Flux Damping” patenteada pela Dynavector, que revolucionou o mercado de cápsulas de referência.

A XV-1T possui um novo corpo laqueado em Urushi, sobre uma estrutura usinada tratada termicamente para um melhor desempenho acústico. A nova armadura em formato quadrado é resistente à corrosão e imune a variações de temperatura.

Seu enrolamento de bobina de 16 mícrons é em torno de uma armadura. Os ímãs de Alnico são usados para estabilizar os circuitos magnéticos, e aumentar a linearidade de distribuição magnética dentro do entreferro.

Segundo o fabricante, a tensão de saída é de 0.35mV (a 1khz, 5 cm/segundos), separação entre os canais de 30dB (a 1khz), equilíbrio entre canais de 1dB (a 1khz), resposta de frequência de 20Hz a 20kHz (+-1 dB), força de rastreamento de 1.8 a 2.2 gramas, impedância de 24 ohms, impedância de carga recomendada maior que 75 ohms, cantilever de 6mm de comprimento e 0.3mm de diâmetro,
de boro sólido com armadura especial e patenteada pela Dynavector, o formato da agulha Line Contact PF, raio da agulha 7 x 30 microns, e peso de 12 gramas.

Para o Teste utilizamos o toca disco Zavfino ZV11X com braço de 12 polegadas também da Zavfino TZ-1, e cabo de braço Goldrush ST XLR também da marca (clique aqui). O pré de phono foi o Soulnote E-2, pré de linha Nagra Classic, powers Nagra HD (clique aqui), e powers Air Tight ATM-2211 (clique aqui). As caixas acústicas foram Audiovector Trapeze (clique aqui), Perlisten S7t SE (clique aqui), Stenheim Alumine Five SX (clique aqui), e as Estelon X Diamond Mk2.

Como recebi tanto a Dynavector quanto o Zavfino ao mesmo tempo, resolvi instalar a Dynavector diretamente no ZV11X e realizar um comparativo direto entre esse setup e o de referência da revista (Origin Live com cápsula ZYX).

Assim eu já teria uma dimensão exata do patamar que esse conjunto se encontra, em relação à nossa referência de mais de três anos.

Então sugiro que os nossos leitores apaixonados por analógico, leiam na edição 317 ambos os testes para ter uma ideia mais segura
de minhas observações dos produtos, em separado e trabalhando em conjunto.

Bem, como testei na edição passada outra excelente Dynavector, a Te Kaitora Rua (leia teste na edição de abril de 2025), eu já tinha uma ideia do que me esperava em termos de performance.

Interessante como é difícil mensurar mentalmente as distâncias entre produtos do mesmo fabricante, pois às vezes esperamos grandes diferenças e essas não são tão grandes assim, e outras vezes tentamos ser cuidadosos em nossas expectativas e damos com o queixo no chão.

E foi esse o caso aqui. A XV-1T é de outro patamar em relação a Te Kaitora Rua, que já é uma cápsula excelente. E que acredito que 90% dos audiófilos viveriam felizes com ela.

No entanto, a XV- 1T nos mostrou de maneira explícita o motivo de sua longa carreira vitoriosa, e ainda digna de ombrear com cápsulas top de linha de outros renomados fabricantes.

Comparando-a diretamente com a nossa cápsula de referência, a ZYX Ultimate Astro G, diria que ela perde em detalhes, no entanto se mostrou superior à ZYX Omega Gold, outra cápsula que tive e tanto admiro.

Leia nos fóruns as opiniões dos audiófilos que possuem a XV-1T, e o que mais você irá perceber é o quanto a Dynavector consegue ser precisa e fiel.

Ainda que concorde com essas conclusões, o que mais me chamou a atenção é sua impactante leitura, seja de gravações excepcionais ou as tecnicamente limitadas.

Tudo me parece ser sempre mais organizado e com folga audivelmente superior.

Somente a ZYX Ultimate consegue ser a ainda mais impressionante de todas as excelentes cápsulas que testei, ou tive, nos últimos cinco anos.

E aí quando me lembro que esse produto tem quase 15 anos de vida, é realmente de coçar a cabeça!

O casamento da Dynavector com o braço Zavfino foi dos deuses, e acredito que o cabo de braço top de linha, também da Zavfino, contribuiu para essa sinergia impressionante.

O que para mim mais difere a XV-1T da ZYX Ultimate, é que a Dynavector não é tão condescendente com gravações tecnicamente sofríveis.

Mas, quando as gravações são pelo menos razoáveis, a leitura que a Dynavector faz e o silêncio de fundo, chegam a ser perturbadores (no melhor sentido possível).

Você fará audições memoráveis! Gosto de fazer a ‘prova dos nove’ com gravações nacionais de discos da EMI, RCA e Philips de MPB,
anos setenta e oitenta, pois geralmente soam magras, estridentes e capadas nas duas pontas.

E infelizmente em gravações que tenho enorme apreço emocional e histórico.

E fiz audições desses LPs que estão comigo há meio século, impactantes com esse setup analógico. Superiores ao sistema analógico de referência.

Pois ainda que a Dynavector seja menos ‘condescendente’, ela tem a capacidade de nos mostrar detalhes de maneira explícita, que nos permite entender plenamente o discurso musical e os belíssimos arranjos que tivemos no auge da MPB.

E para mim isso é mais essencial do que dar uma ‘lapidada’ nas limitações técnicas para tornar a audição mais agradável.

A Dynavector precisou de 50 horas para se estabilizar, e depois de totalmente amaciada o ajuste baixou de 300 ohms para 100 ohms no pré de phono E-2.

Seu grave tem excelente fundação, peso, corpo e energia. Adorei ouvir a trilogia do King Crimson (os discos azul, vermelho e amarelo da década de 80) na edição nacional, que não é das melhores.

No entanto, soaram muito mais convincentes e empolgantes, graças a essa fundação no grave mais sólida.

A região média é de uma riqueza impressionante, nos permitindo ouvir tudo. Sem nenhuma restrição ou algo escuro ou difuso.

E o agudo é pleno, em extensão, decaimento e corpo. Se tem algo que destroi uma audição analógica são os graves magros e os agudos finos e sem corpo.

Pois o analógico possui um invólucro harmônico rico, e muito distinto do digital (isso deve causar urticária em objetivistas que berram em seus fóruns que LPs sequer podem ser chamados de hi-end).

A Dynavector XV-1T possui um equilíbrio tonal corretíssimo, detalhado, envolvente e natural!

Sua apresentação de Soundstage é digna de ser referência para qualquer audiófilo que nunca tenha escutado um setup analógico bem ajustado e de alto nível de performance.

Foco e recorte são de precisão cirúrgica, a reprodução de ambiência é magnífica e com planos e mais planos, sem jamais se aglomerarem como músicos tocando dentro de um elevador.

Profundidade, largura e altura referenciais!

Eu sei que sou chato quando vou descrever o quesito textura, pois por décadas essa qualidade foi tratada como mais um detalhe capaz de nos dar uma ideia da paleta de cores dos instrumentos e vozes, e ajudar na definição do timbre. E aí vem esse Fernando Andrette e incorpora a questão de Intencionalidade.

O que eu posso fazer?

Esse é um componente essencial para se definir a qualidade das texturas, e na música ao vivo não amplificada seu cérebro irá observar essa característica instantaneamente, ao ouvir um bom instrumento de um razoável.

Assim como também o nível técnico do músico.

E essas características estão no pacote de avaliação de texturas, e não me culpem se outros RCA (Revisores Críticos de Áudio) nunca tocaram neste assunto.

E junto com equilíbrio tonal, a textura nos permite uma imersão muito mais prazerosa e livre de fadiga auditiva, ao escutarmos nossos discos.

E a XV-1T é primorosa na reprodução deste quesito, perdendo por centímetros para a ZYX Ultimate. Quase que ‘cabeça a cabeça’, se fizermos uma analogia com uma corrida de cavalos.

Os transientes são precisos, e fidedignos com os tempos e andamento. Nada se perde, nada será perdido ou difuso.

É lindo ouvir blues, rock, jazz-rock e rock progressivo nessa cápsula!

Macrodinâmica é exuberante, impactante e chocante, rs! Tive alguns sustos merecidos, ao me empolgar e abusar do volume na reprodução da Sagração da Primavera de Stravinsky, e na Sinfonia Fantástica de Berlioz!

A microdinâmica irá te impressionar, tamanha quantidade de informação que emerge dos sulcos.

Assim como a textura, o corpo harmônico é outro quesito que sempre torna explícitas as limitações do analógico, ainda hoje. Não tem comparação! Ponto!

Terá um dia? Talvez. Acho que primeiro os engenheiros e projetistas de DACs precisam entender e aceitar que existe essa limitação, pois creio que a maioria nem se deu conta dessa questão.

O que posso dizer a vocês que nunca ouviram um excelente setup analógico, é que irão se assustar com a diferença de corpo harmônico entre essas duas topologias.

Realizar a materialização física do acontecimento musical nessa cápsula é pura covardia. Os músicos estão à nossa frente, a metros de nossas mãos!

E isso ocorre mesmo em gravações medianas.

Pegue as gravações da Verve, Blue Note, Capitol dos anos sessenta e setenta, e você irá se perguntar como é possível com apenas três microfones, ter tamanho, corpo e materialização física?

Pois é meu amigo… pois é!

Conclusão

A Dynavector DRT XV-1T conseguiu simplesmente a façanha de atravessar uma década e ainda hoje ser uma referência no topo do
podium.

O amigo tem ideia do que isso significa?

Se você busca sua cápsula final, e procura essas qualidades para o seu setup analógico, sugiro que a DRT XV-1T esteja nessa lista.

Pois arrisco dizer que ela, com seu pacote de qualidades, tem fôlego para se manter ainda por muito tempo no pódio.
Sinceramente não imaginava esse tão alto grau de performance.

Integralmente recomendada!

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CD Player Norma Revo CDP-2

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Quem ainda não caiu na tentação de se desfazer da sua coleção de CDs e mergulhou de cabeça no streamer?

Eu faço frequentemente essa pergunta nos nossos Cursos de Percepção Auditiva, consultorias e Workshops.

E, à medida que os anos passam, percebo que a resistência em não cometer este erro é muito maior do que ocorreu com a entrada do CD no mercado, na década de oitenta, em que as pessoas se desfizeram de seus LPs a preço de banana, fazendo a alegria e o lucro de milhares de sebos espalhados por todos os continentes!

Percebendo essa ‘resiliência’ duradoura, é que estamos vendo nos últimos cinco anos muitos fabricantes mantendo em sua linha
CD-Players ou até mesmo resgatando esse produto no seu portfólio.

E dou risada quando leio ou vejo novos revisores, ‘encantados’ com a descoberta da sonoridade do CD em relação ao streamer.

E mesmo audiófilos rodados, que se desfizeram de suas mídias físicas, ao ouvirem um sistema em que a fonte é um CD-Player bem ajustado em um sistema hi-end, suspiram fundo e reconhecem que poderiam ter mantido ao menos aqueles discos mais significativos.

O que questiono é: como tantos audiófilos abrem mão da qualidade apenas por mais praticidade?

Pois foi este o ‘mote’ para a substituição do LP pelo CD e, agora, o mesmo discurso se repete com a praticidade que o streamer oferece ao usuário, sem ocupar espaço físico e ter aquela dor de cabeça para manter os CDs razoavelmente organizados nas prateleiras.

Quando escuto pela milésima vez esse argumento, ouço silenciosamente até o final e aí faço uma única pergunta: você já ouviu falar em tempestades solares?

Pois se você souber dos riscos de uma tempestade solar G5 dirigida diretamente para o Planeta, e que tudo que estiver armazenado nas ‘nuvens’ correm riscos reais de sumirem, você talvez não coloque todos os ovos em apenas um cesto.

E esse risco é cada vez mais iminente, acredite!

Voltando a todos os ‘precavidos’ e apaixonados pela sua coleção de CDs eu tenho uma ótima notícia para vocês. O mercado hi-end tem excelentes propostas de CD-Players para reforçar o quanto essa mídia ainda soa muito bem!

E um dos expoentes desta nova safra de CD-Players hi-end é o Norma Revo CDP-2 - que também é um DAC para os que possuem
um Transporte ou um Streamer.

Nosso leitor assíduo, certamente leu o teste do integrado Revo 140 (clique aqui) um dos nossos integrados de referência, e portanto estávamos ansiosos para poder ouvir este conjunto e descobrir se o Revo CDP-2 se encontra no mesmo patamar do seu parceiro.

A Norma Audio Electronics é uma empresa italiana fundada em 1987, por Enrico Rossi, um engenheiro com sólida formação profissional e ideias bastante originais, e que se mostraram através de todos esses anos esplendidamente convincentes.

Todos os seus produtos, levam anos antes de chegarem ao mercado. Pois seu perfeccionismo o faz ouvir etapa por etapa de cada protótipo para os ajustes necessários.

No caso deste CD-Player, foram quatro anos, pois à parte eletrônica por ser toda desenvolvida pela Norma, exigiu muito mais tempo do que o imaginado.

O CDP-2 utiliza o confiável transporte da TEAC, e a seção DAC é um circuito totalmente proprietário, desde o próprio circuito D/A, passando pela conversão, até o circuito de saída.

Em termos de aparência, o CDP-2 segue o mesmo padrão de toda a linha Revo. O chassis é feito de chapas grossas de alumínio e a parte frontal é fresada a partir de uma peça também do mesmo material.

O painel frontal tem um grande visor azulado que permite ler de longa distância (o que acho excelente). Acima do enorme display temos a gaveta e, na lateral do lado esquerdo, um pequeno botão para ligar o aparelho. Do lado direito, os botões para abrir gaveta, play, stop e avançar e retroceder as faixas.

Na parte traseira, temos tomada de IEC, botão de liga desliga, saídas analógicas RCA e XLR, e aí todas as entradas digitais do DS-2 que faz parte deste belo pacote: USB para reprodução em PCM e DSD 512, AES/EBU, coaxial e óptica para PCM até 24/192 kHz.

A Norma guarda a sete chaves a implementação de seu DAC proprietário, afirmando apenas tratar-se de uma combinação de circuitos digitais e analógicos em um circuito multi-bit, e não um circuito delta-sigma.

O que faz muitos deduzirem que possa ser uma escada de resistores R-2R controlada por um chip DSP com um algoritmo proprietário.

O módulo em questão está totalmente revestido em resina, e blindado.

O filtro digital antes do conversor também foi idealizado pelo fabricante, sendo baseado no filtro DF 1706 da Burr-Brown com uma sobre-amostragem de oito vezes.

O DAC é alimentado por um transformador toroidal com secundários separados para a seção digital e analógica. E no circuito são encontrados 24 estabilizadores de tensão.

Seu controle remoto é o RC-31 CD, feito de alumínio, com todos os comandos nele.

Para o teste utilizamos obviamente o integrado Norma Revo 140 (clique aqui) o Arcam Radia SA45 (clique aqui) e o Moonriver 404
Reference (teste edição de novembro próxima). Os prés de linha foram Air Tight ATC-5s (teste em outubro próximo), Nagra Pre Classic, e os powers Air Tight ATM-1E (clique aqui) e Nagra HD (clique aqui). Os cabos de interconexão foram Zavfino RCA Silver Dart (clique aqui) e Dynamique Apex XLR (clique aqui). Os cabos de força foram Virtual Reality (clique aqui), Zavfino Silver Dark e Transparent Audio Reference G6 (clique aqui). Os cabos digitais para o teste do DAC interno foram o USB Dynamique Apex (clique aqui) e AES/EBU Dynamique Apex (clique aqui).

O aparelho nos foi enviado com menos de 100 horas de queima.

Então fizemos o mesmo caminho de sempre: ouvimos as gravações dos discos da Cavi Records, fiz minhas anotações pessoais e o coloquei por mais 50 horas de amaciamento em repeat, ligado ao integrado Moonriver 404 Reference, que também está em início de amaciamento com as caixas Stenheim Alumine Two.Five (teste de setembro próximo).

Nas observações iniciais, anotei: “que incrível vivacidade e fluidez!” - sim, em minhas anotações pessoais me permito usar expressões que sejam fáceis de memorizar, quando tiver que puxar para algum comparativo futuro com aparelhos similares, quando obviamente usarei os mesmos discos produzidos por nós, tocando no mesmo setup com que fiz essa primeira impressão.

Mas o CDP-2 não é apenas fluido, ele possui virtudes absolutamente convincentes também dentro dos quesitos de nossa Metodologia.

Eu não me lembro de nenhum outro CD-Player recente por menos de 10 mil dólares que possua um equilíbrio tonal tão correto e coerente como esse Norma. A maneira de fazer a prova do grau de coerência do equilíbrio tonal, é ouvir as gravações de referência abaixo de 65 dB e observar se está tudo lá.

Geralmente, neste volume, se o equilíbrio tonal não for perfeito, os graves irão ficar aparecendo e sumindo dependendo da variação dinâmica do instrumento.

Áudio

Com o Norma isso não irá ocorrer nunca! Pode ser no menor volume audível, que os graves estarão presentes e sem nenhuma dificuldade de acompanhar.

E nos volumes ‘normais’ em que utilizamos para as avaliações, entre 75 e 88 dB, existe uma energia, presença e deslocamento de ar, desconcertantes para apenas um CD-Player na sua faixa de preço.

A região média é fluida, transparente, e muito realista! Nada soa artificial ou sombreado. Instrumentos acústicos e vozes soam naturais, orgânicos e verossímeis!

E os agudos são do nível de CD-Players e DACs Estado da Arte Superlativo!

Lindos são o decaimento, a extensão e o corpo.

Se tem um quesito em que tudo que ouvi da Norma se destaca, é a apresentação do Palco Sonoro, com amplo espaço, tanto em largura, como altura e profundidade. A música está para muito além da lateral das caixas e para trás das paredes.

Amantes de música clássica se sentirão agraciados com a amplitude, respiro e reprodução da ambiência da sala de gravação.

O engenheiro projetista Rossi sempre se orgulha de falar dessa qualidade de seus equipamentos. E realmente é muito admirável o resultado obtido.

Mas eu pessoalmente me apaixonei pelo integrado da Norma por dois motivos: equilíbrio tonal e textura! Acho que essas são as duas
virtudes que diferenciam a Norma de outros excelentes fabricantes de hi-end.

Pois percebo que nesses dois quesitos (além do soundstage tão admirado pelo projetista) a Norma embasa toda sua filosofia e assinatura sônica de seus produtos.

As texturas possuem paletas de cores, que tornam os timbres dos instrumentos extremamente convincentes. Nos permitindo diferenciar não só a qualidade do instrumento, como também a escolha do microfone do engenheiro de gravação e a técnica do instrumentista.

Mesmo que você não se atenha a esses detalhes, neste Player serão tão explícitas essas diferenças, que seu cérebro irá notar e memorizar.

E depois que isso ocorrer, se prepare, pois ao ouvir suas gravações sem essas ‘nuances’, você irá achar algo estranho.

Pois é assim que funciona nosso cérebro. Sabe aquela máxima que diz que o excelente é melhor que o bom? Exatamente é assim que seu
cérebro lhe dirá de texturas que não foram tão ‘ricas’ como naquele Norma!

Quando deixei anotado a vivacidade como uma de suas características - nas minhas primeiras impressões - foi justamente ouvindo a faixa 5 do disco do André Geraissati - Canto das Águas, que mostrou o quanto seus transientes eram incisivos e corretos, deixando a reprodução desta complicada faixa, tão impactante quanto ouvir a mesma sendo gravada dentro da sala junto com os músicos (hábito que sempre tive em todas nossas gravações, para poder memorizar os timbres e as intencionalidades o máximo possível).

Se você ama acompanhar seus discos batendo os pés, não imagino opção melhor para fazê-lo se o Norma estiver na sua faixa de consumo.

A dinâmica também foi uma grande surpresa, pois este CD-Player não é daqueles que, para ‘impactar’ o audiófilo, se mostra ‘nervoso’
com a faca entre os dentes o tempo todo.

Pelo contrário: ele só o faz quando necessário. Mas se precisar, ele estará perfeitamente preparado para qualquer fortíssimo que surja!

E a microdinâmica, graças à sua transparência, é exemplar. Tudo que foi captado será reproduzido, porém sem o ouvinte perder a concentração do todo para ouvir o detalhe!

Quanto ao corpo dos instrumentos, muitos que estão acostumados a uma ‘simulação’ de instrumentos reais, terão uma surpresa com o tamanho dos contrabaixos, do piano de cauda, tuba ou órgão de tubo!

E materializar o acontecimento musical a sua frente, é algo tão simples e natural como estar em uma apresentação a três metros dos músicos.

Conclusão

Eu escrevi nas minhas conclusões do amplificador integrado da Norma, o quanto eu havia sido surpreendido pelas suas inúmeras qualidades e como o Sr. Rossi conseguiu materializar seus conceitos e ideias em seus produtos, de maneira tão eficaz, que ficamos nos perguntando como ele fez aquilo?

Pois a música parece fluir sem esforço e de maneira tão convidativa que não sobra espaço para nenhum tipo de elucubração mental sobre topologia, escolha de componentes, que truque foi usado para aquele resultado... Seu cérebro quer apenas mergulhar mais e mais fundo, e só!

Pois o CDP-2 me surpreendeu ainda mais que o Evo 140, pois não estava preparado para ouvir um CD-Player de menos de 10 mil dólares capaz de uma performance tão impressionante!

E seu DAC certamente é o responsável por este nível de reprodução eletrônica. E fiquei ainda mais chocado, quando para fechar a nota do aparelho, liguei o DAC no nosso Sistema de Referência, bem acima dos equipamentos que havia utilizado e vi que ele podia render ainda mais!

Meu amigo, se você está à procura de um CD-Player com um nível e performance Estado da Arte Superlativo, e quer gastar apenas o
necessário para realizar este tão almejado sonho, faça um favor a si mesmo e escute o CDP-2.

Ele certamente irá fazê-lo reouvir todos os seus CDs ainda com maior prazer e emoção.

O engenheiro Rossi está mais uma vez de parabéns pelo belo produto criado. Entendo perfeitamente os quatro anos necessários para
criar essa joia musical!

Caixa Acústica Wharfedale Super Linton

wharfedale-super-linton

Uma das maiores surpresas dos que participaram do nosso Workshop ano passado, foi escutarem com que autoridade e graciosidade a Wharfedale Linton soou em uma sala de 120m2 com sessenta pessoas assistindo à apresentação.

A linha Heritage, composta pelos modelos Denton e Linton, vem galgando sucesso desde o seu lançamento. E a Wharfedale julgou que poderia dar um passo adiante, com a apresentação tanto da Super Denton, quanto da Super Linton - e pelos inúmeros reviews positivos que já saíram, a estratégia foi extremamente assertiva.

Eu recomendo a todos que não foram ao nosso Workshop de 2024, que leiam o teste da Linton (clique aqui), para poderem fazer um
comparativo com as melhorias alcançadas com a Super Linton.

A Super Linton é cerca de cinco centímetros mais alta que a Linton, e possui inúmeras melhorias na construção do gabinete e nos componentes, como crossover e falantes.

A Wharfedale escolheu um novo falante de graves para uma maior extensão nas baixas frequências, também um novo falante de médios, com menor distorção e maior transparência, e um novo tweeter para agudos ainda mais estendidos e decaimento mais suave.

Continua sendo uma caixa de alta sensibilidade - 90dB - o que nos permitiu ouvi-la até mesmo com o pequeno notável Air Tight ATM-1-E.

Sua impedância nominal é de 6 ohms, com mínimo de 3.9 ohms.

Não sendo nenhum problema para bons amplificadores, que o fabricante recomenda serem de 25 a 200 Watts.

O gabinete é feito de uma construção em sanduíche, com camadas de MDF unidas por adesivo de amortecimento de látex.

Como a Linton, a Super Linton deve ser acompanhada de seu pedestal original, pois a altura do tweeter é bastante sensível para se conseguir seu excelente palco sonoro.

O feliz proprietário desta joia sonora, deve se ater ao desembalar a caixa, que existe o canal direito e esquerdo, justamente pelos tweeters não serem alinhados em relação aos outros dois falantes. E o fabricante indica que ambos tweeters devem ficar voltados para dentro, e não para fora.

“Faz realmente diferença, Andrette?”

Muita, principalmente se você deseja um foco e recorte cirúrgico da imagem sonora!

Outra grande mudança, segundo a Wharfedale, foi na escolha dos componentes do crossover e a redução deste, para uma maior transparência e silêncio de fundo.

Seu acabamento é primoroso, e acho que mesmo o ‘olhar feminino’ mais crítico, irá aprová-lo. Outra vantagem é que a caixa não faz uso de bicablagem para se extrair todo seu potencial.

Os bornes de caixa são excelentes, permitindo tanto o uso de banana quanto de forquilha no cabo de caixa.

O arsenal de eletrônicos utilizado no teste foi abrangente: integrados Norma Revo 140, Moonriver 404 Reference (leia teste edição de novembro), T+ A PA 3100 HV (clique aqui), pré Air Tight ATC-5s (clique aqui), o power ATM-1-E, powers Soulnote M-3 (clique aqui), pré de linha Nagra Classic, e os powers Nagra HD (clique aqui). Fontes digitais: Streamer Nagra (clique aqui), TUBE DAC Nagra (clique aqui) e Transporte CD Nagra. Fonte analógica: toca-discos Zavfino ZV11X, braço original de 12 polegadas, com cápsulas Nagaoka 500 (teste em dezembro), Aidas Malachite Silver (clique aqui) e Dynavector DRT XV-1T (clique aqui).

A primeira dúvida que sempre me perguntam sobre as caixas da linha Heritage da Wharfedale, é se soa melhor com ou sem as grades.

Eu, em todos os modelos testados, sempre deixei o período de amaciamento com a tela e só retirei as mesmas, para fazer um comparativo após o amaciamento integral, para ver se tem ou não diferenças audíveis.

Eu não sinto necessidade de ouvir sem as telas, em nenhum modelo desta série.

Mas isso é uma questão de gosto pessoal.

O que alerto é que retirar suas telas exige enorme cuidado e muita paciência, tanto para não danificar a borda das caixas, como a própria tela. Eu descobri que a melhor maneira é usar uma espátula de pedreiro bem fina para a realização do trabalho.

Mas já alerto: são tão ‘chatas’ de tirar quanto as das Harbeth.

A ótima notícia, é que você poderá fazer todo o amaciamento ouvindo atentamente a caixa. Não passando por nenhum tipo de dúvida se fez ou não uma escolha correta.

Pois desde as primeiras horas de amaciamento, seu equilíbrio tonal já é muito correto, apresentando timbres naturais e realistas.

A caixa é um deleite sonoro! Foi assim que todos que ouviram a Super Linton a definiram.

Não existem arestas ou buracos em seu equilíbrio tonal.

Tudo se apresenta coerente e com uma resposta que não só agrada aos ouvidos, como nos convence que assim devem soar instrumentos reais.

O que irá melhorar com 100 horas de amaciamento? Extensão e um maior arejamento, fazendo com que o acontecimento musical seja ampliado, para uma construção eficiente da imagem 3D.

O palco é excelente, tanto em largura, como profundidade e altura.

Mesmo os que resistem a reconhecer que uma book tenha um palco tão amplo para música clássica, irá rever essa resistência. Pois a

Super Linton não se restringem a nenhum gênero musical.

Os graves são imponentes, repletos de energia e corpo.

Agora, para se extrair todo esse resultado, elas precisam de respiro na sala. Se você não tiver essa possibilidade, sugiro que escute a
Super Denton, para salas menores e que se adaptam melhor a pouco espaço.

A Super Linton necessita de pelo menos 2.5m de distância entre os tweeters, 1 m da parede às costas, e pelo menos 0.80 cm das paredes laterais. Na nossa sala elas ficaram a 3.80m entre elas, 1.30m das paredes laterais e 2.20 m da parede às costas. Um pequeno toe-in para o ponto de audição (apenas 15 graus) e conseguimos, nessa posição, extrair o sumo do sumo de seu potencial.

Sua região média é impecável, transparente na medida certa, mantendo uma enorme coerência entre calor e intensidade na apresentação de vozes e instrumentos.

As pessoas que ainda têm dificuldade para compreender termos como calor, luz, transparência, eu sugiro que deixe seu cérebro interpretar o que está ouvindo.

Quando uma caixa, em sua assinatura sônica, consegue um ponto de equilíbrio entre o grau de inteligibilidade e ausência de fadiga auditiva, fazendo nosso cérebro relaxar e apreciar o acontecimento musical, esse ponto de equilíbrio, tão tênue, foi alcançado.

Outra dica importante que passo em nossos Workshops: para se avaliar o equilíbrio tonal, comece ouvindo no volume mais reduzido que sua sala permitir.

Veja como se comporta o equilíbrio tonal - existem frequências que não são audíveis? Ou todas elas estão presentes?

E à medida que você aumenta o volume, alguma frequência se destaca em detrimento de outras?

E no volume que você gosta de apreciar seus discos, soa muito diferente em termos de equilíbrio tonal em relação à volume bem reduzido?

O que posso lhe dizer é que a Super Linton mantém o equilíbrio tonal independente do volume (desde que não passe obviamente do volume da mixagem). Mostrando o quanto é uma caixa refinada e correta neste quesito!

Os agudos são limpos e sem vestígio de dureza ou brilho, permitindo audições agradáveis, mesmo em gravações tecnicamente ruins.

Seu soundstage, como já me referi, é excepcional para uma book e tem um foco e recorte impressionantes, desde que você siga a orientação do fabricante de não inverter as caixas left e right, pois os tweeters devem ficar para dentro e não para fora.

As texturas, com esse grau de acerto no equilíbrio tonal, fazem da Super Linton uma referência neste quesito da Metodologia. Tanto em termos de timbres, quanto na apresentação das intencionalidades.

Um amigo apaixonado pelo timbre de guitarras Fender, ficou fascinado pela facilidade em observar as nuances de modelos distintos por sutis alterações do captador.

Em termos de texturas, tudo é relevante na Super Linton, nada passará despercebido, fazendo-nos muitas vezes achar que estamos
diante de um monitor de estúdio e não de uma caixa hi-end.

Os transientes possuem precisão metronômica, lembrando as primeiras baterias eletrônicas da Roland, que chegavam a dar nos nervos com sua marcação de tempo e virada de andamento.

Você não perderá absolutamente nada, mesmo em complexas variações de andamento e ritmo.

E chegamos à pedra no sapato de todas as books: macro-dinâmica. Não se preocupem, pois a Super Linton consegue administrar bemvariações intensas sem perder o fôlego ou endurecer o sinal.

Desde que os volumes não sejam insanos, obviamente.

E haverá sustos sim, aos que julgarem o deslocamento de ar pelo tamanho da caixa! Ela não fará feio, eu garanto!

E sua apresentação de microdinâmica é impecável!

Outro obstáculo comum à toda book é a reprodução de corpo harmônico, mas se para toda regra existem exceções, a Super Linton aqui está para mostrar a razão de tantos elogios pelo mundo afora.

Você terá uma apresentação de instrumentos muito semelhante ao real. Seja um naipe de metais de uma big band, ou de contrabaixos em uma orquestra sinfônica, capaz de se o ouvinte não estiver vendo a caixa, jurar estar escutando uma bela coluna!

Dê à Super Linton excelentes gravações, e sinta a materialização instantânea do acontecimento musical em sua sala. Ela faz com enorme graciosidade essa mágica e de maneira convincente para o seu cérebro.

Conclusão

Eu tenho uns desafios muito pessoais meus, depois de tantas décadas ouvindo e testando produtos. É uma quantidade tão extraordinária de bons produtos, que fico me desafiando a saber quando determinado ‘obstáculo’ será vencido.

E um dos mais recentes era: quando teremos uma caixa Bookshelf de menos de 30 mil reais, romperia a barreira dos 100 pontos em
nossa Metodologia?

E finalmente tive a resposta: a Super Linton fez isso com enorme competência.

É uma book que se comporta como uma coluna em termos de performance, custando uma fração de inúmeras colunas que suaram
muito para chegar nesse patamar.

Você que sempre desejou ter uma caixa definitiva, mas tinha a restrição de tamanho da caixa para o seu ambiente, agora não tem mais!

A Super Linton resolve inúmeros problemas como: espaço, compatibilidade com diversos amplificadores, é apta para qualquer estilo
musical e tem um design vintage que agradará até mesmo ao olhar feminino.7

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Caixa Acústica Harbeth M40.3 XD

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Uma coisa que todo audiófilo precisa assimilar, desde o início de sua jornada, é que não existe uma única fórmula precisa - matemática - para se chegar a resultados virtuosos na escolha de um sistema hi-end.

E sempre uso o exemplo de caixas acústicas, que tem tantas possibilidades que seria incoerente apontar um caminho como o único para se atingir o ‘nirvana musical’.

É óbvio que cada fabricante puxará a brasa para a sua sardinha, na esperança de o convencer que aquele caminho trilhado é o com
melhor resultado sonoro.

Só que, na prática, não é isso que ocorre. Peguemos a questão sobre a importância dos gabinetes para a performance final de uma
boa caixa. Fernando Andrette

Temos de tudo: gabinetes de pedra, composites muitas vezes patenteados pelo fabricante, alumínio, carbono, MDF, sem contar os
gabinetes híbridos, em que as frentes são de metal e as paredes de madeira.

Existem os fabricantes que alegam que a única maneira de evitar a coloração é fazendo gabinetes ultra rígidos, e outros fabricantes que dizem que os gabinetes precisam não só respirar como soarem semelhante ao corpo de um instrumento musical.

Agora imagine o audiófilo sendo bombardeado por toda sua trajetória com essas informações tão antagônicas, por toda vida!

Como eu sempre escrevo em minhas consultorias, só existe uma maneira de você saber qual atenderá as suas expectativas: ouvindo!

E de preferência todas as ‘escolas’ possíveis e que estiverem dentro do seu orçamento.

Se não ouvir, você jamais terá uma opinião segura do que você acredita ser a melhor solução em termos de caixas acústicas.
Outro erro que muitos audiófilos cometem, é achar que as tecnologias são estáticas e que não sofrerão ajustes, aprimoramentos ao longo de sua vida.

Digo isso a todos que, ao pedirem minha opinião sobre caixas, têm já estabelecido o que lhe parece correto e o que lhe soa errado.

Um exemplo clássico é quando o leitor me diz que toda caixa com gabinete de metal soa seca e analítica. Ou, ao contrário, que caixas
com gabinete de madeira fina tem muita coloração e graves sem definição!

Eu sempre questiono essas posições com a pergunta óbvia e essencial: será que todas que usarem gabinetes de metal soarão assim?

Ou toda caixa padrão BBC de monitoramento soará colorida e com graves sem definição?

Posso garantir a todos vocês que absolutamente essa não é uma regra, e deveria ser expurgada de todo raciocínio lógico de um audiófilo experiente.

Pois como escrevi algumas linhas acima, tudo pode ser aprimorado e corrigido, quando o próprio fabricante percebe ouvindo feedback do mercado e fazendo o comparativo de seus produtos com a concorrência.

Esse é um mercado super dinâmico, meu amigo, então esteja sempre atento e revisite auditivamente marcas que no passado não lhe agradaram.

Isso é ser inteligente, e pode levá-lo a se surpreender!

Desculpe essa longa introdução, mas não poderia deixar de tocar neste assunto, pois toda vez que testo uma caixa deste renomado
fabricante inglês, muitos audiófilos me perguntam se realmente elas são corretas e não coloridas em demasia.

E peço a todos os que tiverem essa dúvida, que leiam os testes que já publiquei de todas as Harbeth desta nova linha XD.

Se minha opinião vale algo, o que posso lhes dizer é que todas a Harbeth que avaliei, e tive o prazer de mostrar no último Workshop
Hi-End Show, não só me convenceram de suas qualidades, como evoluíram muito em relação às séries anteriores que ouvi e testei.

Diria até que essa série XD deu saltos em termos de performance, que deve ter surpreendido a todo o mercado.

Vou dar um único exemplo que corre nos fóruns internacionais: a série XD agora é bem mais compatível com amplificadores valvulados (uma crítica recorrente nos fóruns sobre as linhas anteriores).

E constatei essa mudança ouvindo esta caixa com dois amplificadores valvulados de apenas 50 Watts: o Audio Research I/50 e o Fezz Audio Titania.

Mas não foi apenas essa mudança que chamou a minha atenção.

Mas, vamos por partes, ok?

A primeira pergunta que os fãs da Harbeth irão fazer é: o que mudou da versão 40.2 para essa nova XD?

Segundo o fabricante, as mudanças foram pontuais, porém bastante significativas em termos de performance final.

A primeira alteração diz respeito ao crossover, que ampliou a resposta de frequência do tweeter, dando-lhe maior respiro e um decaimento bem mais suave e natural.

Outra alteração com esse novo crossover foi aumentar a transparência, com a diminuição do ruído de fundo. Outra foi a de deixar a resposta mais plana em todo o espectro audível - o que nos fóruns, para os apaixonados e donos da versão 40.2, não agradou, pois gostam daquele ‘calor’ a mais na região média dessa versão.

Agora, quanto ao que é essencial, ou seja, a assinatura sônica dos consagrados monitores BBC, ela continua fiel às suas raízes.

O que sugere que todos os amantes de vozes e instrumentos acústicos irão imediatamente ser seduzidos pelo ‘canto da sereia’.

É inevitável esse comportamento de audiófilos, que passam sua vida buscando sonofletores que tenham essa capacidade de exprimir calor e naturalidade na medida certa!

Outra fórmula empregada pela Harbeth desde o lançamento da versão 40.1, é de manter a inclinação descendente acima de 10kHz, para manter sua assinatura sônica tão fácil de ser identificável quando a escutamos (enquanto outros fabricantes ingleses da ‘escola BBC’, como a Graham, estendem esse decaimento mais acima, por volta de 13kHz).

São escolhas que fatalmente levarão os audiófilos que defendem o padrão BBC, a optarem ou pela Harbeth ou Graham.

Agora, ao saber desse detalhe, não comece a fazer conjecturas mentais, pois isso não significa que a Graham soe mais brilhante ou a
Harbeth mais fechada.

Será preciso ouvir ambas por um longo período, com suas gravações de referência, para saber o que seu cérebro acha mais atraente e confortável.

Mais mudanças pontuais nessa nova série XD foram em relação aos bornes de caixa, e ao reforço sutil em pequenos pontos do gabinete.

Mas batendo o nó dos dedos no gabinete, dificilmente nem o Harbethiano mais fanático irá notar diferenças no típico som oco do
gabinete.

Fico imaginando o audiófilo ‘teórico’ fazendo essa avaliação, com o nó dos dedos, percebendo o quanto o gabinete é leve, e chegando à conclusão que não vale a pena escutá-la e que não pode valer o que custa.

Repito: ouça sempre antes de tirar conclusões! Pois a Harbeth 40.3 XD pode lhe fazer deletar todas as suas teorias sobre gabinetes.

E se quiser ter a oportunidade de conhecê-las, eu a demonstrarei em nossa sala no Workshop, abril próximo!

Para o teste, além dos dois amplificadores valvulados, também utilizei os integrados Soulnote A-3 (leia teste na edição 312), o
Norma IPA-140 (leia teste na edição 306) e o integrado da Alluxity. E esses três amplificadores integrados também estarão em minha sala no Workshop! E também nosso Sistema de Referência com pré-amplificador Classic Nagra, powers mono HD Nagra, TUBE DAC Nagra, e Streamer Nagra.

As caixas vieram lacradas, o que demandou um longo amaciamento para fazer o woofer de 10 polegadas se soltar e o tweeter ganhar
decaimento e extensão.

A região média já sai soando divinamente, desde quando ligada no primeiro minuto.

O que irá ocorrer depois de 180 horas de amaciamento, será o médio-alto se encaixar perfeitamente com a entrada do agudo, fazendo o som passar de frontalizado para uma profundidade digna de 3D!

Segundo o fabricante, a resposta é de 35Hz a 20kHz, sua impedância é de 8 ohms com mínimo de 6 ohms, e sua sensibilidade é de 86 dB. E o fabricante recomenda amplificadores com o mínimo de 35 Watts (eu diria que será preciso ao menos 50 Watts). Seu peso é de 38 kg, então cuidado ao desembalar e colocá-la no pedestal!

Elas não deveriam jamais ser chamadas de ‘bookshelf’, pois suas dimensões são realmente consideráveis, com 75 cm de altura, 43 cm
de largura e 38 cm de profundidade. Mas como são feitas para ficarem em cima de pedestais, temos que aceitar sua denominação de ‘super books’.

Eu tenho grande admiração pela assinatura sônica de todas as Harbeths que escutei nos últimos 25 anos! Umas mais que outras, mas
reconheço o esforço enorme do fabricante em manter essa assinatura em todos os modelos.

E que assinatura é essa, Andrette?

Uma sonoridade mais para o lado quente do que neutro, porém sem perder a naturalidade que permite nosso cérebro relaxar e desfrutar daquele momento com enorme prazer e admiração.

É perfeito? Óbvio que não, nenhuma caixa independente do seu preço e do marketing do fabricante, o é.

Mas na sala com as dimensões corretas, eletrônica a altura e o pedestal certo, o ouvinte será agraciado com audições muito convincentes.

O que desejo dizer com ‘convincente’, é em relação aos quesitos da Metodologia, que não observei no teste dessa nova série XD, nenhum buraco ou pontas soltas.

O que sempre me perguntei, ao testar caixas desse fabricante, foi o que ocorreria com uma caixa de três vias em com uma resposta nos graves maior - se perderia algo da beleza sonora ou se ganharia aquele corpo e extensão necessários para estilos musicais que necessitam de melhor resposta nos graves, mais corpo e energia?

E a M40.3XD nos dá tudo isso que, nos outros modelos, é mais limitado. Posso garantir que, com esse modelo, não haverá restrição
alguma em nenhum estilo musical.

E essa caixa está preparada até mesmo para salas como a nossa, de 50m2!

Tanto que a irei usar em nossa sala no Workshop, de 140m2!

Seu equilíbrio tonal é excelente, com ótimo arejamento nas altas, e um grave realmente com precisão, corpo e energia, sem coloração ou ‘grave de uma nota só’!

E a região média é simplesmente sedutora e realista.

Ou seja, o ouvinte terá a certeza de ter um excelente monitor com o grau de transparência e imersão que todo audiófilo busca, e o melômano sonha!

O soundstage tem largura, altura e profundidade suficientes para nos mostrar foco, recorte, planos e ambiência, fazendo com que possamos acompanhar desde pequenos grupos a grandes obras sinfônicas, sem perder nenhum detalhe.

E as texturas são lindas! Com um grau de nuances de paletas de  cores e de intencionalidade de nos fazer redobrar nossa atenção a
cada intenção revelada pelo músico, ou na técnica de gravação.

Os transientes, como em qualquer Harbeth, são excelentes na marcação de tempo, andamento e variação rítmica.

E a dinâmica é realmente de outro nível, dentro de todos os modelos deste fabricante.

Sua apresentação de macro-dinâmica é excelente, com os fortíssimos muito bem apresentados, sem deixar a passagem borrada ou
difusa.

E a micro-dinâmica é ‘pêra doce’, graças ao seu impressionante silêncio de fundo.

E, finalmente, posso dizer que ouvi uma Harbeth com uma reprodução de corpo harmônico digna de um sonofletor Estado da Arte! Pianos solo do tamanho real, assim como tubas, contrabaixos e tímpanos.

O acontecimento musical se materializa à sua frente, deixando-o a sós com a sua música!

Conclusão

A Harbeth M40.3 XD é um salto evolutivo capaz de fazer audiófilos  repensarem sua opinião sobre as caixas deste fabricante. E digo mais: fazê-los coçar a cabeça se defendem que só gabinetes ultra rígidos são os corretos para a alta fidelidade!

Aos que são abertos a novas propostas fora de sua bolha, perceberão ao ouvir a Harbeth que não é à toa que tantos audiófilos espalhados pelo mundo tenham verdadeira paixão pela assinatura sônica dos monitores de estúdio padrão BBC.

E a 40.3 XD eleva o grau de refinamento e sedução das Harbeth para um novo patamar.

Não as ouvir - se cabe no seu orçamento - é um erro imperdoável, acredite!

Quando já havia escrito esse teste, soube que a Harbeth acaba de colocar em seu site o novo modelo 40.5. Ainda assim resolvi manter
o teste, pois com o dólar no atual patamar, creio que a 40.5 chegará a um preço ainda maior.

Então a M40.3 XD, na minha opinião, vale cada centavo do que custa!

Se tiver condições, aproveite, pois a A Harbeth M40.3 XD é um salto evolutivo capaz de fazer audiófilos repensarem sua opinião sobre as caixas deste fabricante. E digo mais: fazê-los coçar a cabeça se defendem que só gabinetes ultra rígidos são os corretos para a alta fidelidade!

Aos que são abertos a novas propostas fora de sua bolha, perceberão ao ouvir a Harbeth que não é à toa que tantos audiófilos espalhados pelo mundo tenham verdadeira paixão pela assinatura sônica dos monitores de estúdio padrão BBC.

E a 40.3 XD eleva o grau de refinamento e sedução das Harbeth para um novo patamar.

Não as ouvir - se cabe no seu orçamento - é um erro imperdoável, acredite!

Quando já havia escrito esse teste, soube que a Harbeth acaba de colocar em seu site o novo modelo 40.5.

Ainda assim resolvi manter o teste, pois com o dólar no atual patamar, creio que a 40.5 chegará a um preço ainda maior.

Então a M40.3 XD, na minha opinião, vale cada centavo do que custa!

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Ref. Clube do Áudio.
Matéria completa Edição 325.
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